Como fazer a escolha certa

        Todos os dias temos de fazer escolhas. Isso não é sina, é propósito; não é fardo, é caráter; não é prisão, é liberdade. Se pudéssemos voltar atrás, declinaríamos de muitas delas, mas corroboraríamos outras tantas. O problema não é fazer uma escolha, mas fazer a escolha certa.

        A vida é assim e, a toda hora, temos de tomar decisões. Evidentemente, há aquelas coisas corriqueiras que requerem tomadas de pequenas decisões, a maioria das quais nem nos damos conta, como a escolha da roupa que vestiremos ou a comida que comeremos. Porém, há decisões vitais que testarão inexoravelmente a nossa habilidade de fazer escolhas adequadas, as quais definirão não somente a nossa satisfação pessoal, mas também o nosso destino.

O que geralmente é difícil de avaliar, na pesagem entre a escolha certa e a errada, é para onde a balança penderá no final das contas. Isso, todavia, é algo que a maioria das pessoas costuma evitar.

Muitos livros têm sido escritos para ajudar pessoas a tomarem decisões na vida. A maioria é de uma complexidade tão elevada que geralmente é inócua à maioria dos mortais. Mas há conselhos que podem nos ajudar nas nossas escolhas.

Há um poema,de autor desconhecido, que oferece conselhos simples e seguros de como coisas importantes podem merecer a nossa atenção e cujas escolhas a elas agregadas não são complicadas, que transcrevemos a seguir:

AMANHÃ PODE SER MUITO TARDE

“Se você está bravo com alguém e ninguém faz qualquer coisa para consertar a situação, conserte-a você. Talvez hoje essa pessoa ainda queira ser seu amigo e, se você não consertar, amanhã pode ser muito tarde.

Se você está apaixonado por alguém, mas a pessoa não sabe, diga isso a ela. Talvez essa pessoa também esteja apaixonada por você e, se não falar hoje, amanhã pode ser muito tarde.

Se você deseja mostrar o seu afeto e dar um abraço em alguém, então dê. Talvez essa pessoa também queira o seu abraço e, se você não fizer isso hoje, amanhã pode ser muito tarde.

Se você ama uma pessoa e acha que ela te esqueceu, diga isso a ela. Talvez essa pessoa sempre o amou e, se você não lhe disser hoje, amanhã pode ser muito tarde.

Se você precisa da amizade de alguém, deve abrir seu coração e dizer-lhe isso. Talvez ela precise disso mais que você e, se você não declarar hoje, amanhã pode ser muito tarde.

Se você realmente tem amigos aos quais aprecia, fale-lhes isso. Talvez também o apreciem e, se partem ou vão embora, amanhã pode ser muito tarde.”

A mensagem do poema parece simples, mas tomar essas decisões exigirá sempre que enxerguemos para além do próprio nariz e nos concentremos na dignidade básica de uma alma que não se paute pela rasura infértil de desculpas banais.

Quando erramos, a coisa mais importante é o que fazemos depois. Se perdemos a cabeça e maltratamos um colega de trabalho… Se dissermos algo cruel a alguém da nossa família… Se nos damos conta de que estamos cheios de maus pensamentos… o que fazer depois?

Temos várias opções. Algumas tortuosas e erradas. Podemos arranjar desculpas para justificar o nosso mau comportamento, ou colocar a culpa na outra pessoa. Podemos também ignorar o que Deus diz.

Temos também a opção de fazer a coisa certa. Ao errarmos contra alguém, ou ao pecarmos contra Deus, a primeira coisa a ser feita é reconhecer o próprio erro e ir pedir perdão. Podemos pedir a ajuda de Jesus, o nosso Advogado, e pedir perdão a Deus e às pessoas que magoamos no caminho, confessando os nossos pecados. Está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9).

É um bom começo. A maior decisão da vida, porém, refere-se à escolha que tomaremos em relação a Jesus, crendo Nele como Salvador, ou rejeitando-o; escolher a vida que está Nele, ou a morte sem Ele; andando com Ele e obedecendo-o, ou batendo a cara nos paredões morais da vida.

Você vai fazer a escolha certa?

Samuel Câmara

Pastor da Assembleia de Deus em Belém

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